quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pois intonation

Um parlepui qualquer que acreditava se dizer,

Um devaneio imenso que a incerteza levou.

E o que é a incerteza? A morte?

E o que eu levo comigo? Anseio ou sorte?

Alegria a minha se eu sei falar,

Eu falo mesmo, e nem preciso ser

Um Don Juan pra acreditar,

Que o que eu digo.

Lá.

terça-feira, 20 de abril de 2010

A Fogo.

Você vai ver que o que sou não depende de mim,

não depende de ti.

Não é nada que se possa mudar.

Você vai me deixar

louca e translúcida

Por respostas que nunca busquei.

Mas a minha ira será amor,

será desconhecida para mim,

e para ti, nada serei.

Pois nunca desejei.

E a minha deixa é essa.

Falhe em tudo o que puder,

Para que eu esteja lá.

Para ti, que nada sou.


E eu estarei.

Mas não serei.

sábado, 17 de abril de 2010

Pra(o) nada.

Se tivesse fim.
Seria a mim.
O mar que não me cabe, que não me ouve.
Que não me deixa e não me enche.
Mar esse tão cheio, que de ver não creio.
Não chovo, não choro, não coro.
Mas quando quero,
não caibo em mim.
Que sou grande mas não sou mar.
Que não sei de mim.
E paro por aí dizer.
Que não sei de nada que me possa preencher.
De nada que a ti possa satisfazer.
E a inquietude me diz,
que minha alma é gente.
E sou indiferente,
aos seus motivos tais,
que me deixam e queixam,
queixas que não lamentais.
Matar me transcreve.
Amarrar me transcorre.
E outrora em mim,
alma morre.
De não importar,
o querer nem se move.
Mas não cabe a mim.
Se nada pode.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Still

Are you waiting for the night to fall,

Into your heart and make our souls break down?

Are you waiting for my lungs to shout,

And shot the minutes left we had to

Pray for me, pray for an only feeling.

Pray for ourselves.

To let go whatever we have to

Pray for me, pray for ourselves.

Am I too wrong?

Am I making this seem so strong?

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Verse-moi.

Encontrei a verdade.

Mas tenho medo das mentiras que eu perdi.

Tudo hoje está completo.

E eu me arrependo das coisas que eu pedi.

Como se eu pudesse ter fosse lá um pouco de ti.


Odeio o fato de só a dor me trazer inspiração.

Odeio sentir isso agora.


Ma tendresse.


domingo, 25 de outubro de 2009

Desde.


Uma pitada disso, uma pitada daquilo.
E nada mais era sabido.
Uma revolta foi causada por um motivo tão banal.
Havia aqueles que encontrassem conforto em uma tragada.
Havíamos nós, que não tínhamos noção do efeito causado, mas mesmo assim, tínhamos a noção do motivo e do que nós tínhamos desde o desde.
Que foi o ‘quando’ como nada mais foi.
Só se sabe as ruas percorridas e a sujeira no caminho.
As escadas angustiadas de diversidade, e a minha vontade de estar ‘lá’ mais do que nunca.
Pois eu havia conquistado a desde pitadinha em pitadinha o quando me foi trazido.
Não tenho o orgulho. Tenho o agradecimento das tragadas de um tempo que não quer voltar, mas que tanto mal me fez e aqui estou hoje.
Livre de tantos e feitos.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Torpor


Preciso me limpar, quero sair de dentro disso aqui.
Sujo, nunca vivo.
Preciso de algo novo que me viva.
Preciso da essência daquela droga.

Estou o vazio.
Preciso de

Concreto e sujo, nada mais.
Indigno, além de.

Aguçado, da cabeça aos pés, pedinte.
Desmerecido. Fadado.
E daí?
Crédito.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Soberano.

Eu não entendo a cor do que se esconde atrás das grades da minha janela.
Eu realmente não reconheço o tão significativo que o azul estampado no alto parece ser.
Eu não conheço nada pois não sei voar.
Eu nunca tive a intenção de desmerecer a imensidão.
Eu nunca sequer quis ser um pássaro.
Mas pensando bem, voar me daria algo que eu nunca soube desfrutar.
Eu quero chegar perto do céu.
Eu agora quero tocar o manto que me cobre e me impede de ver o que há detrás.
Ah, tolice a minha acreditar que há algo além.
O que há além, eu sei onde está.
Eu só não posso tocar.
Não.