sexta-feira, 15 de abril de 2011

Marinheiro

Sou um Pierrot sem destino
que navega bem menino
pelos mares pequenino

Sou um vão de solidão
um sorriso e a menção
de buscar com tentação

Sou um breve interlúdio
pelo navegar subterfúgio
E navego sem menina
pois perdi a Colombina
para me acalentar.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Sunburn.

Why do I cry, if I own you?

Probably because it has mistaken itself.
Stay.
Hold my hand, call me with those sweet whispers and ask me,
the answers remains the same.

I want you now, and for a long time.
I feel my heart implode.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

E se?

E se as paredes tivessem outra cor?
O meu ar da graça seria direfente?

E se meus por ques não tivessem sido respondidos?
Eu teria encontrado as respostas certas por mim mesma?

E se as respostas não fossem inteiras perguntas que sufocam?
E se tudo fosse apalpável, alcançável e afável?
Eu seria melhor?

E se eu for esse chimpanzé adestrado, mas ainda andasse em quatro patas, satisfaria a todos?

Se eu sorrir mas estiver matando a facadas cada lábio que me dirige, vão saber?
Se eu pensar, vão saber?
Se eu souber, o que será que vão dizer.


O único problema, é que todas as pequenas coisas, se tornam grandes.
A depender do ponto de vista.
É sempre um fator.

E se tudo explodir?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Indescrito.

Nada me faz saciar agora.
O monstro dentro de mim se alimenta,
e as mudanças são insignificantes.

Minha necessidade é tão efêmera,
que mesmo o afago mais intenso
nada me pode causar.

É esse clichê que me incomoda.
Sou tão fácil de ler.
Um livro que já foi escrito,
e cansado de ser lido.

Sou as páginas em aberto
que nada parece preencher,
E eu não faço questão.
Pois numa hora passa.

domingo, 17 de outubro de 2010

No espelho brilhante.

A primeira tristeza do dia

é uma porta que se fecha.

E com ela as angústias,

as frustrações,

e a recordação.

De tudo o que se vai manter

Entre quatro paredes.

Sofrendo em silêncio.

Pois o dia acabou.

E tudo o que lhe resta,

É um par.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Protège Moi

As almas dizem saudações
nos vagões do pensamento.
Meu sub-consciente inanimado
me abandona no limbo da morte.

O vácuo dos meus sonhos quebráveis,
que só o sussurro grosseiro do vento
faz parar.

Faz parar o mundo,
a umidade dos lençóis,
o conforto das minhas cortinas.
E a rajada da manhã me desperta.

Lastimável,
É realidade.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pois intonation

Um parlepui qualquer que acreditava se dizer,

Um devaneio imenso que a incerteza levou.

E o que é a incerteza? A morte?

E o que eu levo comigo? Anseio ou sorte?

Alegria a minha se eu sei falar,

Eu falo mesmo, e nem preciso ser

Um Don Juan pra acreditar,

Que o que eu digo.

Lá.

terça-feira, 20 de abril de 2010

A Fogo.

Você vai ver que o que sou não depende de mim,

não depende de ti.

Não é nada que se possa mudar.

Você vai me deixar

louca e translúcida

Por respostas que nunca busquei.

Mas a minha ira será amor,

será desconhecida para mim,

e para ti, nada serei.

Pois nunca desejei.

E a minha deixa é essa.

Falhe em tudo o que puder,

Para que eu esteja lá.

Para ti, que nada sou.


E eu estarei.

Mas não serei.