quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Sunburn.

Why do I cry, if I own you?

Probably because it has mistaken itself.
Stay.
Hold my hand, call me with those sweet whispers and ask me,
the answers remains the same.

I want you now, and for a long time.
I feel my heart implode.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

E se?

E se as paredes tivessem outra cor?
O meu ar da graça seria direfente?

E se meus por ques não tivessem sido respondidos?
Eu teria encontrado as respostas certas por mim mesma?

E se as respostas não fossem inteiras perguntas que sufocam?
E se tudo fosse apalpável, alcançável e afável?
Eu seria melhor?

E se eu for esse chimpanzé adestrado, mas ainda andasse em quatro patas, satisfaria a todos?

Se eu sorrir mas estiver matando a facadas cada lábio que me dirige, vão saber?
Se eu pensar, vão saber?
Se eu souber, o que será que vão dizer.


O único problema, é que todas as pequenas coisas, se tornam grandes.
A depender do ponto de vista.
É sempre um fator.

E se tudo explodir?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Indescrito.

Nada me faz saciar agora.
O monstro dentro de mim se alimenta,
e as mudanças são insignificantes.

Minha necessidade é tão efêmera,
que mesmo o afago mais intenso
nada me pode causar.

É esse clichê que me incomoda.
Sou tão fácil de ler.
Um livro que já foi escrito,
e cansado de ser lido.

Sou as páginas em aberto
que nada parece preencher,
E eu não faço questão.
Pois numa hora passa.

domingo, 17 de outubro de 2010

No espelho brilhante.

A primeira tristeza do dia

é uma porta que se fecha.

E com ela as angústias,

as frustrações,

e a recordação.

De tudo o que se vai manter

Entre quatro paredes.

Sofrendo em silêncio.

Pois o dia acabou.

E tudo o que lhe resta,

É um par.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Protège Moi

As almas dizem saudações
nos vagões do pensamento.
Meu sub-consciente inanimado
me abandona no limbo da morte.

O vácuo dos meus sonhos quebráveis,
que só o sussurro grosseiro do vento
faz parar.

Faz parar o mundo,
a umidade dos lençóis,
o conforto das minhas cortinas.
E a rajada da manhã me desperta.

Lastimável,
É realidade.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pois intonation

Um parlepui qualquer que acreditava se dizer,

Um devaneio imenso que a incerteza levou.

E o que é a incerteza? A morte?

E o que eu levo comigo? Anseio ou sorte?

Alegria a minha se eu sei falar,

Eu falo mesmo, e nem preciso ser

Um Don Juan pra acreditar,

Que o que eu digo.

Lá.

terça-feira, 20 de abril de 2010

A Fogo.

Você vai ver que o que sou não depende de mim,

não depende de ti.

Não é nada que se possa mudar.

Você vai me deixar

louca e translúcida

Por respostas que nunca busquei.

Mas a minha ira será amor,

será desconhecida para mim,

e para ti, nada serei.

Pois nunca desejei.

E a minha deixa é essa.

Falhe em tudo o que puder,

Para que eu esteja lá.

Para ti, que nada sou.


E eu estarei.

Mas não serei.

sábado, 17 de abril de 2010

Pra(o) nada.

Se tivesse fim.
Seria a mim.
O mar que não me cabe, que não me ouve.
Que não me deixa e não me enche.
Mar esse tão cheio, que de ver não creio.
Não chovo, não choro, não coro.
Mas quando quero,
não caibo em mim.
Que sou grande mas não sou mar.
Que não sei de mim.
E paro por aí dizer.
Que não sei de nada que me possa preencher.
De nada que a ti possa satisfazer.
E a inquietude me diz,
que minha alma é gente.
E sou indiferente,
aos seus motivos tais,
que me deixam e queixam,
queixas que não lamentais.
Matar me transcreve.
Amarrar me transcorre.
E outrora em mim,
alma morre.
De não importar,
o querer nem se move.
Mas não cabe a mim.
Se nada pode.