quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Decode.

São as duas opções fatídicas que me ocorrem:
Esperar que o tempo apague tudo, ou apagar.
Não, não. Tempo nunca deve ser envolvido nisso, pois tempo não cura mágoa. Tempo é tempo, e só passa. Sendo assim, ele afasta-nos do que quer que esteja magoando. E...
É o tempo que me magoa. O tempo que me faz tão incerta dessas batidas aceleradas que meu coração ainda estará longe de ter.
Eu me quero ao seu lado, mas o tempo não. O tempo me quer sofrer.
Mármore, gelo, e sangue. O tempo quer que eu sofra como uma rocha cheia de veias, o tempo quer que eu fique parada lá, só vendo o vento passar, a areia nunca mudar de cor, de intensidade ou lugar.
Agora, repenso. Não me quero ao seu lado, e o que eu mais quero, é que o tempo me esqueça. Bom?
Não.

Nunca é bom, nada nunca é bom o suficiente pra me fazer o quão feliz eu nunca fui (já fui, mas pra nunca mais).
Eu tenho duas opções, ficar e morrer, ou ir e viver.
Segunda opção, falha.
A primeira, sempre falha.
E com a primeira, nunca há segunda.
Se eu sou a primeira opção, não há a segunda, que no caso, é o que eu mais desejo.
O meu bom senso me diz que eu sou só um erro, fatídico como todas as opções de fuga que eu tenho.
Estou fazendo de tudo pra correr pra o lado mais certo de tudo. O lado que me remete.. Ao seu lado.
I think I know... I think I know...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Eu tenho um lar.

Esse post vai ser simples e direto.

Eu achei que estivesse sumindo da minha vida de verdade.
E a pessoa que mais queria que eu estivesse alí, parecia estar me perdendo.
Então eu disse:
'Me perdoe, eu juro que não é culpa minha. Mas o destino está conspirando e parece não querer que eu faça nada, quer me dominar e me afastar, só me levar pra o que o amor quer que eu faça.'

E então ela me disse:
Pê, você esqueceu que eu sou a pessoa que sempre te entende? Eu sei como é estar desligada por tempo indefinido. Sei o que é respirar e ter cabeça só para um ser e não arrumar a paciência necessária para todo o resto. Sei como é não ter reais problemas, mas, mesmo assim, querer estar dentro de algum lugar vazio muito distante, com a atenção de apenas uma pessoa: a pessoa que lhe interessa. Eu sei. Eu sei de tudo. E sei que você me ama também. Aliás, eu amo você. Fique desligada o tempo que quiser, mas, de preferência, não demore muito. Beijo.


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De vai-e-vem, de não idas e retornos, eu me vejo sempre completa. Mas mesmo assim, que diferença faz se sentir completa se não se pode estar completamente?Anos. Eu digo. Anos, e repito. Serão nossas décadas de gritos e de purpurina, de góticos e cenouras, quase um ano, e eu ainda te suporto quem dirá décadas que farão tão bem o quão estou certa de que já fez e faz até hoje. Eu já te disse uma vez que você era aquela chavezinha, não? Eu te mostrei isso. E você me mostra todos os dias, a chave e a porta, a segurança e o medo que se encobrem numa só nuvem. E eu juro que se você errar de novo, eu vou te encobrir, e se você acertar como em todos os seus erros mais certos, eu vou te deixar livre. E isso é pra sempre. É pra manter um pedaço de mim, e a outra maior parte, só lembrar. Não dá pra haver valor melhor ou maior do que eu sei que damos uma à outra. Eu não sei como dizer isso, mas quando você me disse que nunca se incomodaria se eu sumisse por um tempo, eu achei, 'louca, literalmente'.
Vai ver ninguém nunca me deu o valor que eu devo merecer por dentro. Vai ver eu nunca tive um lugar a salvo pra me confessar como eu tenho na sua cabeça e no seu coração. E se eu por algum motivo te fizer mal, eu aprendi com você mesma, que você vai saber levantar e me dar um tapa de verdades, e me perdoar, porque você mesma sabe o que é cometer um grande erro com uma grande pessoa, mas poder estar no mesmo lugar de volta. Você sabe que terá a chance de se entrelaçar e se recolocar no caminho de onde veio. Você sabe. Você sabe tudo! E é com você que eu aprendo cada mínimo detalhe sobre mim que não dá pra ver com esses pequenos olhos que só vêem de fora. Se eu tivesse olhos por dentro, juro, eu olharia pra fora, eu te viria e diria o mesmo que eu digo hoje: Amo-te. Sabe aquele amor incontrolável, imensurável e doloroso que chega a arder nas veias? É o que você me ensina a controlar. Mas posso errar uma vez? Posso senti-lo com você? Posso ser verdadeiramente afligida e saber como correr pra ti?
E já que sabes de tudo, ensina-me a correr em sua direção? Como posso te encontrar? Posso realizar sonhos e mais sonhos, sonhar e sonhar, e dividir com você? Posso ser sentimento, sentimentalóide e sentimentalista, por ti? Quero poder sair correndo sem vergonha e gritar pra que todos ouçam que eu, só eu, posso confiar numa pessoa que, não significando nada, pode ser a razão de tudo? Você deixa de ser interrogatório, interrogação, e vira uma simples afirmação. Reafirmo, torna se a mais bela exclamação que conheço! Torne-se livre! Torne-se o que quiser e vier à cabeça, afirmação. Aprendi, e ainda aprendo contigo tudo o que sei, pois o que sabia, contigo eu renovei, mudei completamente pontos de vista, saudações.

É só por hoje, pessoal.É só essa quantidade de amor por hoje, pessoal, amanhã digo a quanto foi. Amo.

É só o que consigo te dar, te amo (:

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Um solo.

Diante dos erros que nunca cometi,
eu me via perdida.

Diante dos erros que havia cometido,
medo da dúvida.

Eu não queria estar perto,
para não me fazer longe.

Se tudo o que me fazes sentir
for só a breve ilusão.
Pare. Não me acaricie.

Não me confunda.
Não me ame.

Não me deixe,
não me faça sofrer.

Não sofra. Sofreria mais por me ver como estou agora.
Sempre distante e é isso que fazem os amantes.

Observam de longe os passos errados - mas perfeitos aos seus olhos.
E amam ainda sem pensar.

Eu queria poder sentir seus braços cruzando os meus.
E queria ver se meu arrepio se encaixa no calor de sua pele.
Mas você não me faz sentir mais nada.

Não me faça sentir nada, amado.
Não me faça sentir dor, nem amor, nem nada que se sinta.
Não me faça sentir.

Me faça adormecer. E me deixe ali.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Do céu, Platéia.


Eu vi. Eu juro que vi!
E ouvi. Ouvi sua voz gritando meu nome ao ver sua sombra correr atrás de mim.
Mas eu corria.
Corri pois a neblina não me fazia ver que estava tudo ali.
Me afastava do real, me trazia a algo que desconheço.
Ainda corro por neblinas. Mas daqui, a neblina não ofusca o que você é.
Daqui vejo perfeitamente o que fazes, com quem se deita, com quem confessas.
Mas vejo que não amas. Sinto que não amas.
Pois se eu não tivesse corrido de ti, sua voz continuaria a gritar por mim.
E se alguém pudesse descrever-lhe novamente o que houve ali, e o que só eu senti ao ver a neblina te esconder de mim.
Eu achei que fosse somente a sua brincadeira eterna.
Achei que fosse seu riso ao me animar em tardes de crepúsculo avermelhado.
Mas era a partida, e suas lágrimas e teus gritos não me pareciam ser o que eram.
Pois toda vez que se vai, se confunde.
Mas posso te ver perfeitamente bem daqui, amado.

sábado, 16 de agosto de 2008

Pérola.


Os passos apertados comprimiam-se dentre todos os outros.
Os corpos que se arrepiavam, por todos os sussurros no salão.
Dois-pra-lá, dois-pra-cá. Os pés saltavam em sintonia.
E os amores desconhecidos naquele baile.
Os amantes incandescentes naquela valsa.
A velocidade de investidas.
O desejo sem amor.
As portas fechadas. O único verdadeiro amor que se mantinha escondido.
Agraciados pela solidão de um único som que vinha de seus corações.
Sem segredos dentre taças. E sem a farsa de ir embora.
Sem o esquecimento, e o atordoamento.
O único amor que é proibido.
O único amor que foge das barreiras, e o único amor que desaparecerá.
Aqueles que não se viam. A escuridão e os choques.
Como o último dia de nossas vidas. A última noite que nos restou.
Adeus, perdão, oh, saga.
E a mesma sagacidade fazia a noite ser nada.
Fazia serem os braços no mesmo movimento.
Fazia ser o aceno o último toque.
Sem contato.
Aquela noite foi para muitos, a última diversão.
Para únicos, a primeira
.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Hoje minhas migs vão postar aqui.

jente hoje estou muito felis oi é aniversario do JOE(jonas). memtire. estou feliz porque é aniversario da peê eu nem gosto do joe. oi- han, o q desejar ao leão ? bom, o que normalmente se deseja a alguem que esta fazneod aniversario né ? parabéns,AMOR (ui-),felicidade gay,han, que ela vá pra são paulo mil veses,e me leve. UISAIJSAIJS, que.. ela consida entrar no camarin no show de párramooorer. QFELIS. e que ela pegue um autografo pra mim,se nao quando ela shegar aqui ele morre. :) e que ela tire mil fots,e que ela VEIJA o arjemtion, e que ELA veija o cheese. KK bom, aquelas coisas felises ne. HAHA- selva,sim,selva,(quantovigrula) eu,a gayzinha,meio emo, (brimiks totalmente) estarei sempre aqui pra ouvirt e rir da sua merds,te ajudar quando preciso, e dar um ombro gay amigo.nao osu muito boa COM PALAVRAS. (percebe-se) é isso, i hate you. BRINKS te amo, fernanda gay. (by;NAN)



Réllou ! Aqui eh a Grazii,a amiguinha da Pê :)
Hoje eh um dia especial pra ela,como a Nanda ja falou ali em ciima ;)
Quero te desejar TUDO de bom e mto Paramore e Nx pra vc viiu? (Y)
Poiis eh ...acho q ja te disse isso,mas digo de novo neh sua Simdacú :
Te amo viiu?! Conte cmigo qndo preciisar (yn)
A Pê tem personalidade,eh o que mais admiro nela ,
Mas..acho q n eh hora de filosofar e siim:
"Parabéns pra vc,
Nesta data querida,
Muitas felicidades,
Mtos anos de viida..."
Eu queria escrever o parabéns tdo mas a Nanda ta aqui me enchendo saco pra eu parar...entãoo...
Mais uma veizinha:
TUDO de bom pra vc`Pêê !
Beeijos
;*
Aah,com fé em Deuus a gente vai no Show do NX,
Tá parei,juro *_* (by.Grazi)


ps. pq agente sempre escreve essas coisas gays e melosas no aniversario? (nan;naosougay)

sábado, 2 de agosto de 2008

O Gatilho.

O cheiro de pele na roupa lavada.
O cheiro de amor na roupa rasgada.
O cheiro de rasgos, as cicatrizes.
O núcleo da morte, do amor, matrizes.
A arma, poeira.
A pólvora ligeira.
O agora talvez.
Nunca mais com cheiro de sangue.
O fogo vermelho das artérias.
E o desejo gritando a queima-roupa.
Uma tragada da fome do eterno.
O clarão da insanidade do escuro do inferno.
Um nunca, talvez.
O querer se escondendo.
Os passos rápidos, o suor.
A possibilidade e bum!
Como seria voltar e puxar?
O gatilho.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Carta a um órgão.

Não, não é só pelo fato de que o amor machuca.
Mas sim porque o amor dói. Amar dói.
É por isso que não tenho vontade de amar.
Mas o coração é inteligente e age por si só.
Batidas involuntárias.
O amor nem sempreé inteligente porque não escolhe por quem bater.
Mas eu adoro meu coração, ele sempre me manteve feliz algum momento.
Cansei de falar mal da única coisa que pode me manter viva ou que pode me matar.
Coração, sou só você, sempre fui.
Na verdade... agora eu e você nos dividimos por um outro, não é, amigo coração?
Não é verdade que estamos amando?
Não é verdade que você sabe o que está fazendo?
Não me diga que sabe que estamos errados novamente, coração, por favor.
Perdoe-me, se chamei-te de estúpido, se te chamei de rato, se te afligi de qualquer modo.
Só peço-lhe que me digas se irei me ferir, arrependo-me de qualquer petulância.
Aceito qualquer relutância, mas peço perdão.
Peço que amar desta vez não seja um fardo.
Peço que peça à alma para fazer-lhe prestativo.
Sei que sou a imensa tola, a mais intensa amante e errada, mas jogamo-nos juntos nessa roubada.
Quero poder ter razão e só mais uma vez poder estar certa.
Quero que me ame como amas a quem amo.
Quero que bata por mim como bates por quem amo.
Só você eu deixo amá-lo com a mesma – ou maior – intensidade que eu.
Pois nunca terei nem ele ou você na mesma densidade que eu.
Pois nunca serei você e assim nunca serei mesmo eu.
Pois nunca serei ele pra poder te ter.
Ah coração, me dê uma brechinha, me dê perdão.
Perdão... sei até que odeio perdoar e coração não gosta de ódio.
Mas sabes muito bem que um ódio de vez em quando te ajuda a bater veloz, e sabe que nada que faço é pra te matar.
Não quero me matar, mesmo que amando já seja uma assassina vil.
Sou vil e você vale mil, estando dentro de mim.
CORAÇÃO, PODES ME OUVIR DAÍ?
Tum-tum.


Olha o que Shakespeare me fez.